Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Memórias

Como já devem ter reparado os Retis mais assiduos, estão disponíveis para ver os videos das  peças que temos feito nos últimos anos. Nós e outras gerações de Reticências. Agora já é possivel ver, além de Segredo de Chantel, Escudos Humanos, Copo Meio Vazio e No Páis dos Chapéus, o Suburbia Play Time.

 

Vejamos, também, algumas memórias perdidas nos arquivos da Leal da Câmara.

 

 

 


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Domingo, 22 de Junho de 2008

Aos meus amores

Todos os amores por que passámos. Todos os risos deixados ao vento. Todas as coisas que fomos e quisemos ser, todas as história azuis do céu que nos preenchia. Éramos assim, simples silhuetas num palco vasto em que nos sentíamos iguais e preenchidos, mas próprios no nosso coração. Mãos que não se atreviam a largar, imagens que criávamos com tanto amor…Nós éramos nós, éramos nós em conjunto, um eu complexo que várias pessoas que se preenchiam. Nós éramos o melhor de cada um, éramos tanto, tanto…somos. Porque somos tudo isto, porque o teatro que há em nós quer dizer “nós”, quer dizer tudo. O que nós somos é o que sentimos desde o primeiro momento em que pisamos o palco. Tudo. Somos vastos, somos o mundo para o mundo. Eu não seria esse eu sem todos os outros, vocês, a minha complexidade não estaria preenchida de conjunto sem as tais mãos que não se largavam, que se mexiam. Pois todas as mãos são sentidas como deuses, como espelhos imensos do que nos caracteriza. As mãos que amo, as mãos que me completam o corpo e se ligam aos meus pulsos, onde me passa a vida. Os carinhos e abraços que me seguraram, a magia de olhar como nunca olhei. Basta um olhar para nos vermos…E éramos assim, simples folhas que esvoaçam ao vento quente. As folhas foram para outros jardins. E eu olho, e vejo a sua beleza, e contesto para mim própria, e faço força para não as agarrar. E tê-las só para mim. Porque vocês iluminaram-me, vocês fizeram-me como sou, feliz. Sou eu, sempre, sou eu quando estou no palco a querer salvar o mundo, sou eu quando nos cruzamos e olhamos. Sou eu porque vocês são vocês, sou eu porque nada é mais bonito que nós. Queria parar o tempo e ficar aqui, e não sair, e guardar-vos numa caixinha, e abri-la todos os dias, e sorrir, e dançar com vocês. Mas não posso…não devo, no fundo não quero. Porque vocês são o que sempre serão, meus. E nada pode parar isso. Nem eu.
Nunca me larguem a mão, nunca me deixem de olhar. Nunca deixem de ser vocês, não deixem de pensar naquelas noites dançadas ao som do amor. Nunca deixem o que já foi. Porque é passado mas é tão presente no nosso coração como hoje. Sigam o vosso caminho, minhas folhas. Entreguem-se a outras praias.
Adeus meus amores. Eu ficarei à espera.

 

 

Ana Trindade

20/06/08

 

 

 

Video: Inês Amaro

Fotografias: Ana Rita Neves, Catarina Trindade, Gonçalo Morais, Inês Amaro, Sérgio Salgueiro, Edição 795 da revista Visão.

Texto: Herberto Helder, Teatro Reticências

Música: Antony And The Johnsons - Hope There's Someone

 

 

música: Antony And The Johnsons - Hope There's Someone

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editado por teatroreticencias em 21/07/2008 às 04:25
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Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006

Momentum

Só me estou a lembrar de uma palavra: partiste. Sintra
E eu para continuar não!
Sentados no meio das azedas,
Encostadas cabeças ledas,
Pena alta à vista feita lampião,
Aquele silêncio interminável...
Não sei o que pensar...
Mãos na terra como mel,
Algo mágico num papel.
Não há tempo, só para pensar...

Já é de manhã.

Reticências, 27.12.2006
Foto: Joana Martins

 


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Domingo, 9 de Julho de 2006

Historial do Teatro Reticências

O Teatro Reticências nasceu no ano de 1995 com o objectivo de dar continuação ao trabalho realizado pelos grupos TapaFuros e Parte II. Sempre constituído por alunos da escola, o Teatro Reticências tem, desde então, em cada ano lectivo, apresentado o seu trabalho à comunidade escolar e participado, diversas vezes, em iniciativas dinamizadas pela Câmara Municipal de Sintra, pela Culturgest e pelo Grupo de Teatro Tapafuros.

 

Assim, em 1995, representou as peças O Conde Drácula, República e Dactilógrafas; em 1996, levou a cena Antes de Começar... Depois de Terminar, de Almada Negreiros; Alguém Terá de Morrer, de Luís Francisco Rebelo,e excertos da peça Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett, foram os trabalhos apresentados em 1997; em 1998, Rei de Helíria, de Alice Vieira, foi a peça escolhida; em 1999, o grupo encenou as peças Vestido de Noiva e 2000 Nunca Esteve Tão Longe, a primeira da autoria de João Gaspar Simões e a segunda da autoria do grupo; em 2000 Médico à Força, de Molière, foi a peça apresentada pelo Teatro Reticências; Chá de Lua com Mel, criação colectiva com textos de Alexandre O'Neill, Mário Henrique Leiria e Fernando Lemos e As Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira foram os trabalhos apresentados em 2001 e 2002, respectivamente. Em 2003, além da participação em actividades na escola, o grupo apresentou no final do ano lectivo a peça Previsão de Tempo para Utopia e Arredores(textos de Charles Simic, Baltazar e actores). Em 2004, Estorinhas Sonhadas foi a peça apresentada, desta vez para um público infantil, com base em contos tradicionais. Em 2005, o grupo apresentou Suburbia Play Time, de Gil Costa (antigo membro do grupo). No País dos Chapéus, da autoria do grupo, e O Segredo de Chantel, de Hélia Correia foram as peças apresentadas em 2006. Com a primeira, o grupo participou na 14ª Mostra de Teatro das escolas de Sintra e com a segunda no projecto PANOS, dinamizado pela Culturgest. Neste último projecto participou também em 2007 com Copo Meio Vazio, de Alexandre Andrade e em 2008 com Escudos Humanos, de Patrícia Portela, peça que mereceu uma reportagem alargada da sua preparação que consta da edição nº795 da revista Visão. Escudos Humanos subiram, neste ano, aos palcos do Grande Auditório da Culturgest em Lisboa e do Centro Cultural Vila Flor em Guimarães. Ainda com esta peça, o grupo participou no Festival de Segundo Teatro em Mem Martins. Ainda no ano de 2008, alguns membros do Teatro Reticências integraram o elenco de Folia – Tu És Isso, espectáculo volante nos jardins da Quinta da Regaleira, levado a cabo pelo Teatro Tapafuros, integração essa que se repetiu em 2009 com a participação de alguns membros do grupo de Teatro Reticências em A Tempestade, outra produção do Teatro Tapafuros. Ainda em 2009 o Teatro Reticências participou, pelo 4º ano consecutivo, no projecto Panos e visitou novamente o Centro Cultural Vila Flor em Guimarães, desta vez com o espectáculo Refuga de Abi Morgan. 

Além de todos estes trabalhos, o Teatro Reticências tem colaborado em vários projectos da Escola, nomeadamente, em sessões de poesia, sensibilização para diversas problemáticas e festas de Natal.

 

 


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Olá

Olá amigos Retis!

Bem-vindos ao novo blog da nossa "familia"! Qualquer um dos membros dos Retis poderá publicar um post bastando para isso enviar o texto e/ou imagens para teatroreticencias@eslc.pt com o assunto Blog. Também outras pessoas podem enviar os seus textos e imagens para uma eventual publicação.

Divirtam-se e colaborem.

Abraços e beijinhos,
Fábio.


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