Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Refugas

Este ano o Teatro Reticências leva à cena, novamente, um texto que faz parte do Projecto Panos, da Culturgest. Desta vez:

 

Refuga de Abi Morgan.

 

24 de Maio, 17 horas - Auditório do Centro Paroquial de Rio de Mouro.

 

Nota da autora:

 

Refuga surgiu de um período de pesquisa para uma série televisiva em que eu estava a trabalhar, que girava em torno de imigração e asilo. Tornou-se evidente que as histórias de menores desacompanhados eram vitais e precisavam de ser contadas. Parecia não haver melhor oportunidade para situar estas vidas imediatamente no centro do palco do que o projecto Connections do National Theatre.
Ben Okri disse: “Planeamos as nossas vidas de acordo com um sonho que tivemos na infância, e descobrimos que a vida nos altera os planos. E no entanto, no final, de uma altura rara, vemos também que o nosso sonho era o nosso fado. É que a providência tinha outra ideia de como lá chegaríamos. O destino planeia um caminho diferente, ou vira o sonho ao contrário, como se fosse um enigma, e cumpre o sonho de modos que não poderíamos esperar.”
Refuga é uma peça sobre sonhos perdidos, países perdidos e uma geração de crianças perdidas caminhando pelos passeios de Londres. Esta peça é para elas. Não consigo pensar num elenco de actores mais apropriado do que os dos grupos juvenis, escolas e faculdades que pegaram nesta peça. Foi um privilégio escrevê-la para eles e para os dois mil ou mais menores desacompanhados que todos os anos chegam a este país à procura de asilo.

 

 

Mais info em breve.


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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

O Segredo

Para completar a colecção cá está mais este, desta vez O Segredo de Chantel. Peça que marcou a primeira participação do Teatro Reticências no projecto Panos da Culturgest, porém o video é do espectáculo no Auditório do Centro Paroquial de Rio de Mouro, A estreia, no dia 20 de Maio de 2006.

 

 

Nota: Para fazer Pausa da música de fundo do blog, precorra a barra lateral e faça clique no botão Pause do player intitulado "Música"

 

Texto: Hélia Correia |  Encenação: Rui Mário | Música original: Pedro Hilário

 

Com: Ana Patrícia Carvalho | Ana Rita Gonçalves | Ana Rita Neves | Carolina Sáles | Catarina Salgueiro   | Catarina Trindade | Elísio Manuel | Fábio Ventura | Fátima Semedo | Helda Tavares | Inês Aguiar | Inês Amaro |Inês Pereira |Joana Viegas | Mizé | Nelson Correia | Nuno Pinheiro | Olavo Silva | Pedro Manaças | Renata Marques | Soraia Teixeira | Zé Pedro;

 

 

 

Autoria do Video: Centro de Produção da Escola Secundária de Leal da Câmara

Licença:Não é premitido o uso de parte e/ou totalidade desta filmagem, para quaisquer fins, sem prévia autorização do teatro Reticências.

Creative Commons License 
O Segredo de Chantel by Teatro Reticências is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Portugal License.
Based on a work at
www.youtube.com.

 


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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Recordemos...

... os "pequenos nadas" que fizeram parte da vida dos Retis em 2007. Da Culturgest para o Mundo: O Copo Meio Vazio.

 

 

Copo Meio Vazio, 27 de Maio de 2007 no Grande Auditório da Culturgest.

Texto: Alexandre Andrade

Encenação: Rui Mário

 

Com: Ana Raquel | Ana Rita Gonçalves | Ana Riita Neves | Ana Trindade | Carolina Sales | Catarina Salgueiro | Catarina Trindade | Daniela Caldeira | David Severino | Eliana Martins | Elísio Manuel | Fábio Ventura | Helda Tavares | Inês Amaro | Marco Silvestre | Mizé | Nídia | Nelson Correia | Nuno Oliveira | Nuno Pinheiro | Olavo | Paulo Zhan | Pedro Manaças | Raquel Barata | Solange

 

 

Autoria do Video: Organização do festival Panos 2007 - Culturgest

Licença:Não é premitido o uso de parte e/ou totalidade desta filmagem, para quaisquer fins, sem prévia autorização do teatro Reticências.

Creative Commons License
Copo Meio Vazio by Culturgest / Teatro Reticências is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Portugal License.
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www.youtube.com.

 

música: Peace Revolution - Leva o meu amor contigo

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Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Copo Meio Vazio

Mais uma vez o Reticências participou no Projecto PANOS da Culturgest. Pleo 2º ano consecutivo. Desta vez com Copo Meio Vazio de Alexandre Andrade.

 

Em Copo Meio Vazio, de Alexandre Andrade, Tiago é um rapaz de 17 anos que vai a uma entrevista de emprego que não é uma entrevista de emprego: pedem-lhe apenas que seja “ele mesmo”, e os problemas começam quando cada gesto passa a ser interrogado, e mesmo o questionamento e a revolta parecem fazer parte de uma qualquer essência da juventude destilada nos livros do misterioso Sr. Madureira. 

 

 

 

Copo Meio Vazio, pelo Teatro Reticências. Um texto de Alexandre Andrade com encenação de Rui Mário.

 

“Copo meio vazio ou meio cheio? Os dois certos ou os dois autênticos?”
“Vivemos meio cheios, no meio vazio! No meio de tudo isto, o que é ser natural?”
“Já que vivemos à metade, porque não vivermos meio cheios?”
“Copo meio vazio, copo meio cheio, eu?! O que eu tenho é sede!! Sede de teatro, sede de dançar, sede de viver!!”
“Um copo meio vazio… São servidos?”
“Porque tudo depende da perspectiva…”
“Um copo. Meio vazio? Meio cheio? Tanto faz. Tudo depende de como encaramos as coisas: pelo lado negativo ou pelo lado positivo.”
“A vida é feita destes pequenos nadas.”
“Realmente o copo está meio vazio… Se o encherem há-de ficar realmente cheio. No entanto, a tendência geral é a de esvaziar cada vez mais.”
“Importante é haver um copo cheio de emoções que nos proporcione este Copo Meio Vazio”
"Não intressa se está meio vazio desde que o meio cheio esteja cheio de emoções.”
“Quando vires um copo meio vazio não te preocupes em enchê-lo, poruqe sabemos que nada na vida é completo. Apenas é completo o sentimento que nos faz querer que a vida e tudo que nos rodeia sejam completos.”
“Um copo… será que está cheio ou vazio? Nenhuma. E um copo meio vazio.”
“Foi entornado ou você que bebeu? Seja como for, só não o entorne”“Meio cheio, meio vazio, vai gostar de dizer que já o viu!”
“A partir do momento que pensas em ser natural, és tudos menos natural...”
“-Quem encheu este copo? Está um copo meio cheio!
-Não! Está um copo meio vazio que me dá muito jeito agora”
“Copo meio vazio… Copo meio cheio… A vida é cheia de meios copos”
“O quotidiano do adolescente, de repente, não é assim tão normal”
“Copo meio vazio? Prefiro meio cheio. Porquê? Não sei, mas gosto mais do som”
“Copo meio vazio, mas cheio um copo cheio de acontecimentos.”
“Será a rotina uma normalidade? Ou será ela fruto de um estereotipo da nossa mocidade?”
 
Ficha Técnica
Produção Executiva Fátima Monteiro | Lurdes Gonçalves
Montagem de Luz e Som Gonçalo Africano (direcção) | João | Jorge Alves | Manuel Alves | Marco | Tiago Pereira
Luminotecnia Tiago Pereira
Sonoplastia Fábio Ventura | Rui Mário
 
Ficha Artística
Texto Alexandre Andrade
Encenação Rui Mário
Cenografia Rui Mário
Figurinos Teatro Reticências
Desenho de Luz Rui Mário
Actores Ana Raquel | Ana Rita Gonçalves | Ana Riita Neves | Ana Trindade | Carolina Sales | Catarina Salgueiro | Catarina Trindade | Daniela Caldeira | David Severino | Eliana Martins | Elísio Manuel | Fábio Ventura | Helda Tavares | Inês Amaro | Marco Silvestre | Mizé | Nídia | Nelson Correia | Nuno Oliveira | Nuno Pinheiro | Olavo | Paulo Zhan | Pedro Manaças | Raquel Barata | Solange
Agradecimentos Centro Paroquial de Rio de Mouro |  Conselho Executivo Escola Secundária de Leal da Câmara | Junta de Freguesia de Rio de Mouro | Teatro Tapafuros
 

 


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Sexta-feira, 30 de Junho de 2006

O Segredo de Chantel

São livros fechados. Palavras gota a gota, silenciosamente caindo. Na penumbra que ainda pode ser... porque ainda pode ser, a escuridão. O livro velado, o mistério por desvendar... Neste jogo claro-escuro se tecem respirações, sentimentos, até o medo - e a isso chamamos vida.
Uma fantasia futurista, O Segredo de Chantel. Num futuro não muito distante (a que velocidade circulamos!) encontramos as novas famílias: pai e mãe, quem são? És pai? És madrasta? Pouco interessa... é outra a estrutura, o medo de pensar...
A sociedade, como a conhecemos, ruiu, fruto das fracturas que, mais cedo ou mais tarde, todos temos que pagar... O Ocidente teve de se remodelar, ou então... limitar-se a findar. Todos vivem num gigante "Big Brother" que, prosaicamente, é apelidado de condomínio. As regras são estritas: muita luz e nenhuma possibilidade de sombra, todas as crianças com localizador prático e eficiente, câmaras que tudo inspeccionam - o condomínio é super vigiado... Nada é deixado ao acaso neste afil de "segurança"... O segredo é proibido. O sonho é proibido.
Mas para Chantel não: ela tem um segredo... Ela diz "tanta luz que há no quarto e eu sonho, mesmo assim...". Qual é o segredo de Chantel?
Fantasia futurista é o género, se assim podemos referir, a que pertence este texto de Hélia Correia. Visão delicada e estranha de um futuro próximo onde o cidadão é altamente controlado, sem livre arbítrio, com vista a garantir a sua segurança.
"Smile! You're on candid camera!"... Cândidas e sorridentes câmaras devassam a intimidade até a possibilidade de imaginar, de sonhar! O que resta? A luz, sempre a luz, o dia eterno monotonamente luminoso. Visão, também, de um Ocidente ensimesmado, alheio ao que o rodeia, ao resto do mundo e sua marcha. Visão de uma solidão a que nos condenam (condenamos?)... Porque "o mundo não é só o condomínio...", como diz algures uma das personagens. E há segredos, muitos, por desvendar...
Este trabalho surge inserido no projecto Panos, iniciativa da Culturgest, que pretende, a exemplo do que se passa na Inglaterra há alguns anos, trazer textos inéditos à luz de novos palcos, novas visões, com jovens actores - é disto que o teatro precisa!

Rui Mário
Maio de 2006

 

O Segredo de Chantel, pelo Teatro Reticências.

 

Ficha Técnica
Montagem: Fátima Monteiro | Lurdes Gonçalves | Manuel Alves | Rafael Figueiredo | Rui Mário; Montagem de Luz e de Som: C. Produção Audiovisual | Rui Mário; Luminotecnia: Luís Dias; Sonoplastia: Rui Mário  Produção Executiva: Fátima Monteiro | Lurdes Gonçalves
 
Ficha Artística
Texto: Hélia Correia; Encenação: Rui Mário; Música Original: Pedro Hilário; Cenografia: Eduardo Guerra | Luísa Seixas; Desenho de Luz: Rui Mário; Desenho de Figurinos: João Vicente; Interpretação::Ana Patrícia Carvalho | Ana Rita Gonçalves | Ana Rita Neves | Carolina Sáles | Catarina Salgueiro   | Catarina Trindade | Elísio Manuel | Fábio Ventura | Fátima Semedo | Helda Tavares | Inês Aguiar | Inês Amaro |Inês Pereira |Joana Viegas | Mizé | Nelson Correia | Nuno Pinheiro | Olavo Silva | Pedro Manaças | Renata Marques | Soraia Teixeira | Zé Pedro; Professores responsáveis: Fátima Monteiro | Lurdes Gonçalves; Agradecimentos: Teatro Tapafuros | João Vicente | Centro Paroquial de Rio de Mouro | Conselho Executivo Escola Secundária de Leal da Câmara

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